Baleia Unicórnio
Enquanto fuçava na Internet, me deparei com fotos de um ser no mínimo estranho. Trata-se de uma baleia com chifre. De início pensei que fosse fake. Mas depois vi que não.

É chamada Narval (pt), Narwhal (en), ou Monodon monoceros.
O chifre, que só os machos possuem, chega até 3 metros. Na Internet tem um monte de fotos dela. Nessa outra foto, dá pra ver legal:

O importante aqui é que a teoria da evolução, da forma que foi concebida, não conseguiria explicar essa aberração. A explicação simplista seria que elas usam isso pra alguma coisa. Tá, mas e as que não têm? Por que não estão mortas? E porque não há outras com chifre em outros formatos?
De qualquer forma, aí vai mais um animal curioso.



Anonimo:
Se não me falta a memória, eu assisti um documentário sobre esses animais no Planeta Terra (cultura). Segundo o que foi apresentado, esses cetáceos já possuem uma longa história com seus "chifres" (em termos evolutivos). Ao que tudo indica, a origem dos mitos sobre unicórnios (que, primordialmente e segundo a lenda, eram animais aquáticos, marinhos, para ser mais preciso) baseou-se nos avistamentos destes animais por "bons contadores de história". Sem dúvida esses animais são uma raríssima pérola da vida.
Eduardo:
Também dos cetáceos vem o que é de longe a mais variada e “criativa” adaptação dentária. O narval (Monodon monoceros) com o dente incisivo esquerdo dos machos de formato espiralado, semelhante a um chifre e que mede até 3 metros, metade do comprimento do animal. Não sendo apenas um sinal claro de dimorfismo sexual usado para disputas entre os machos. Uma equipe da Universidade de Harvard ao passar o material no microscópio eletrônico fez a seguinte descoberta descrita no Jornal da Escola Médica de Harvard:
"Nweeia tinha descoberto que o dente do narval tem capacidades sensoriais hidrodinâmicas. Dez milhões de túneis formam conexões nervosas a partir do nervo central do marfim do narval a sua superfície exterior. Embora aparentemente rígido e duro, o marfim é como uma membrana com uma superfície extrema sensivel, capaz de detectar mudanças na temperatura da água, pressão e gradientes de partículas. Como essas baleias podem detectar o gradiente de partículas na água, eles são capazes de discernir a salinidade, o que poderia ajudá-las a sobreviver em seu ambiente gelado do Ártico. Também permite que as baleias detectem partículas características de peixes que constituem a sua dieta. Certamente, não há comparação na natureza com nenhum dente na forma única de expressão funcional e de adaptação."
Hicaro:
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